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Diabetes: os riscos de uma doença silenciosa
 
No Dia Mundial do Diabetes (14/11), saiba como a doença pode afetar a saúde durante anos sem causar nenhum sintoma; diagnóstico tardio aumenta as chances de complicações.

As escolhas e o estilo de vida da população têm refletido no aumento de algumas doenças, como o diabetes. Passar muitas horas sentado, comer mais açúcar e carboidratos do que o indicado e se manter sedentário são alguns hábitos que colaboram para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. Quando diagnosticado no início, os prejuízos à saúde podem ser evitados com o tratamento adequado. O problema é que o diabetes, em especial o tipo 2, evolui muitas vezes de forma silenciosa e a pessoa só descobre a doença ao acaso, quando faz um exame laboratorial de rotina ou, pior, em decorrência de alguma complicação relacionada, como uma patologia oftalmológica, por exemplo.

Segundo levantamento recente feito pela International Diabetes Federation (IDF, http://www.diabetesatlas.org/), o número de adultos que sofrem com diabetes no mundo já chega a 415 milhões, ou seja, 1 em cada 11 adultos tem diabetes. O mais alarmante é que mais de 46% dos adultos com diabetes desconhecem ser portadores da doença. Se nenhuma medida de prevenção for efetiva, a estimativa é que o número de pessoas diabéticas chegue a 1 em cada 10 adultos em 2040.

Nesse contexto, a especialista ressalta que uma consulta regular com o médico assistente deve fazer parte da rotina, sendo o rastreio para a doença indicado nas seguintes situações:

· portadores de pré-diabetes (glicemia de jejum alterada);

· portadores de pressão alta;

· portadores de colesterol alto ou aqueles com alterações na taxa de triglicérides no sangue;

· pacientes com sobrepeso ou obesidade, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;

· pacientes com familiar de primeiro grau com diabetes;

· pacientes com alguma condição de saúde que pode estar associada ao diabetes, como a doença renal crônica;

· história de diabetes gestacional;

· história de síndrome de ovários policísticos;

· história de apneia do sono.

Com o diagnóstico precoce da doença há como intervir de forma efetiva no controle da glicose e, assim, evitar ou diminuir a progressão das tão temidas complicações da patologia, com destaque para complicações como retinopatia, nefropatia, obstrução arterial, infarto ou AVC.

A prevenção do diabetes tipo 2 pode ser realizada de forma efetiva por meio de intervenções no estilo de vida, com ênfase na alimentação saudável e prática regular de atividade física. O Finnish Diabetes Prevention Study (DPS), por exemplo, mostrou que mudanças de estilo de vida, em sete anos, diminuíram a incidência da doença em 43%.

Os principais exames para a detecção da diabetes são: glicemia de jejum, hemoglobina glicada e curva glicêmica. A glicemia em jejum costuma fazer parte dos exames de análises clínicas de rotina. Se houver alguma alteração, o médico pode solicitar exames complementares para confirmar o quadro.

Fonte
Dra. Yolanda Schrank - endocrinologista que integra o corpo clínico do Sérgio Franco Medicina Diagnóstica.
 
 
 
 
 

 
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