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Metade da população de Curitiba está acima do peso e obesidade na infância é ainda mais preocupante
 
Números da obesidade avançam em 60% apesar de todos os alertas e campanhas, mostrando que há necessidade de envolvimento de toda sociedade.

A obesidade avançou 60% na última década, pulando de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016. Os números foram divulgados nesta semana, pelo Ministério da Saúde, e fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Realizada em todas as capitais brasileiras, o levantamento envolveu 53,2 mil pessoas acima de 18 anos, entre fevereiro e dezembro do ano passado.

Em Curitiba, mais da metade da população (54,2%) está acima do peso segundo os dados do Ministério da Saúde, que aponta ainda um percentual de 18,9% de obesos na cidade. São considerados acima do peso pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) entre 25 e 30, e obesos pessoas com IMC acima de 30 (esse índice é obtido dividindo o peso do paciente pela altura ao quadrado). A pesquisa ainda revelou que 25,9% disseram ter diagnóstico médico de hipertensão e 9,6%, de diabetes.

Hábitos alimentares inadequados e a falta de uma prática regular de atividades físicas têm impactado no aumento da obesidade e na prevalência da diabetes e hipertensão. Os números gerais da pesquisa Vigitel 2016 apontam para um aumento em 61,8% de diabetes; aumento de 14,2% de hipertensão; mais da metade da população está acima do peso recomendado e 18,9% dos brasileiros estão obesos. Por outro lado, a pesquisa também revela uma estabilidade no consumo de bebidas alcoólicas, um aumento no consumo regular de frutas e hortaliças, redução no consumo de refrigerantes e aumento da atividade física no lazer.

Apesar de todas as campanhas de conscientização e todos os alertas, vemos um crescimento significativo nos números da obesidade e na prevalência das doenças crônicas. Isso revela que é preciso fazer mais, que é necessário um engajamento real de toda sociedade e também mais políticas públicas para controlar a obesidade.

Obesidade na infância

O alerta da SBEM-PR, no entanto, é para um fator não revelado nesta pesquisa: o crescimento da obesidade entre as crianças e jovens. Pelo que estamos presenciando no consultório médico, temos uma perspectiva muito preocupante em relação à evolução da obesidade nessa faixa etária, seja pela previsão da ocorrência de doenças crônicas precocemente e pelo grande número de pessoas que estarão incapacitadas para o trabalho antes da aposentadoria.

Realizada em 2006, a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde apontou que 40,5% das crianças menores de 5 anos consumiam refrigerante frequentemente. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2013, revelaram algo que é fácil de notar nos lares brasileiros: 60,8% das crianças menores de 2 anos comem biscoitos ou bolachas recheadas. O resultado dessa ingestão de alimentos ultraprocessados é que uma em cada três crianças brasileiras estão acima do peso, segundo Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009), do IBGE. Paralelamente à alimentação inadequada nos primeiros anos de vida, fatores como predisposição genética, pouca atividade física e sono irregular podem contribuir para esse aumento de peso na infância.

Fonte
Dra. Silmara Leite - Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Regional Paraná (SBEM-PR).

 
 
 
 
 

 
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