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Ingestão de Carboidratos e Desempenho Físico
 
A fadiga que ocorre em exercícios físicos prolongados e/ou de alta intensidade está associada com baixos estoques e depleção de glicogênio nos músculos, hipoglicemia e desidratação. Como os estoques de carboidratos são limitados no organismo e suficientes para poucas horas de exercícios, a manipulação da dieta com alimentação rica em carboidratos e a oferta desses nutrientes, tem como objetivo aumentar os estoques corporais tanto nos músculos quanto no fígado, melhorar o processo de recuperação, a resposta imune e prover substrato energético prontamente disponível para a utilização durante as atividades físicas.

No entanto, inúmeros fatores como estado nutricional e de treinamento, dieta, tipo e forma do carboidrato consumido, intensidade do exercício, temperatura ambiente entre outros podem afetar o estoque, a resposta e a utilização dos carboidratos. A modulação da utilização de carboidratos antes, durante e após a prática de exercícios é importante para produzir efeitos ergogênicos e melhorar o processo de recuperação. Em geral as proporções de macronutrientes da dieta de atletas e indivíduos ativos não são muito diferentes das recomendações para a população.

No entanto, em função da grande perda de líquidos e eletrólitos e da demanda energética acentuada imposta pelo exercício físico, esses indivíduos têm necessidades aumentadas de fluidos e calorias, sendo que grande parte dessa energia deverá ser às custas de carboidratos (ACSM, 2000).Por esse motivo, os atletas e desportistas devem consumir mais glicídios do que o recomendado para indivíduos menos ativos (aproximadamente 50% do valor calórico total da dieta) que corresponde entre 60 a 70% do VCT (Diretriz Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, 2003). Nota-se que nem sempre a energia consumida pelos atletas (particularmente os de modalidades onde o baixo percentual de gordura é importante) satisfaz as recomendações ideais. Nesses casos, a quantidade de carboidrato por kilograma de peso corporal é mais freqüentemente adotada.

A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (2003) recomenda uma ingestão entre 5 a 10g/kg/dia de carboidratos dependendo do tipo e da duração do exercício físico escolhido e dos objetivos do indivíduos (Ex: perda de gordura ou ganho de massa magra). È importante ressaltar que além da quantidade, a escolha do tipo, forma e dos horários dos carboidratos ingeridos é importante na melhora do desempenho físico e do processo de recuperação.
 

 
Autores
 
Dra. Christianne de Faria Coelho
 
Centro de Metabolismo em Exercício e Nutrição (CeMENutri) da Faculdade de Medicina (UNESP), Botucatu, SP, Nutricionista e Professora de Educação Física, mestranda do programa de pós-graduação em Nutrição Humana Aplicada (PRONUT), FCF-USP/SP.
 
 
Dra. Viviane Mariotoni Sakzenian
 
Centro de Metabolismo em Exercício e Nutrição (CeMENutri) da Faculdade de Medicina (UNESP), Botucatu, SP.
 
 
Prof. Dr. Roberto Carlos Burini
 
Professor Titular do Departamento de Saúde Pública da Faculdade de Medicina – UNESP – Botucatu (SP) e responsável pelo Centro de Metabolismo em Exercício e Nutrição (CeMENutri) da Faculdade de Medicina de Botucatu. Bolsista PQ (nível I) CNPq.
 
 

 
Os autores estão em ordem alfabética.

Este artigo é um resumo. O artigo em sua íntegra pode ser encontrado na revista Nutrição em Pauta, edição Jul/Ago/2004
 
 

 
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