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Avaliação do Estado Nutricional de Crianças e Adolescentes Institucionalizados

Este estudo objetivou avaliar o estado nutricional de 784 crianças e adolescentes institucionalizados, sadios de ambos os sexos, entre 5 meses e 15 anos. A avaliação nutricional foi realizada mediante antropometria, utilizando-se as variáveis sexo, idade, peso e estatura. O estado nutricional de crianças menores de dois anos foi analisado mediante o indicador P/I e classificado segundo o escore-Z.

Para pré-escolares e escolares foram utilizados P/E, E/I e escore-Z. Nos adolescentes foi utilizado IMC e percentil, também E/I e escore-Z. Todos os resultados foram comparados com o padrão de referência do NCHS. Os resultados apontam para 2,88% de desnutrição e 0,96% de obesidade no grupo de menores de dois anos. Dos pré-escolares e escolares, 14,76% apresentam sobrepeso, 4,58% nanismo, 4,37% emaciação e 1,24% sobrepeso+nanismo. Dos adolescentes, 22,11% apresentam risco de sobrepeso/sobrepeso, 5,53% magreza/baixo peso e 2,01% nanismo.

De acordo com Christakis (1973), estado nutricional é a “condição de saúde de um indivíduo influenciada pelo consumo e utilização de nutrientes, identificada pela correlação de informações obtidas de estudos físicos, bioquímicos, clínicos e dietéticos”. Conforme Mclaren (1976), é o estado resultante do equilíbrio entre o suprimento de nutrientes e o gasto pelo organismo. Segundo Dehoog (1998), o estado nutricional expressa o grau no qual as necessidades fisiológicas por nutrientes estão sendo alcançadas.

O Ministério da Saúde (2002) define estado nutricional como “um excelente indicador de saúde e qualidade de vida, espelhando o modelo de desenvolvimento de uma determinada sociedade”. Para Ferreira (2000), é a condição de saúde e constituição corporal, resultantes da ingestão e utilização de nutrientes durante a vida.

O estado nutricional pode ser expresso dentro de três modalidades de manifestações orgânicas: normalidade nutricional - equilíbrio entre consumo e necessidades nutricionais; carência nutricional - insuficiência quantitativa e/ou qualitativa de consumo de nutrientes em relação às necessidades nutricionais; distúrbio nutricional - excesso ou desequilíbrio no consumo de nutrientes em relação às necessidades nutricionais (Vasconcelos, 2000). É considerado inadequado quando os indicadores adotados para sua avaliação estão acima ou abaixo dos limites da normalidade, limites esses baseados em populações saudáveis.

Na primeira possibilidade (acima dos limites da normalidade), estabelecem-se enfermidades associadas à hiperalimentação como obesidade, diabetes mellitus tipo II e aterosclerose. Na segunda possibilidade, aparecem transtornos carenciais tais como hipovitaminose A, anemias carenciais, bócio endêmico, cárie dental e desnutrição energético-protéica (Ferreira, 2000).

O objetivo principal da avaliação nutricional é diagnosticar a magnitude e a distribuição geográfica dos problemas nutricionais e identificar e analisar os seus determinantes, com a finalidade de estabelecer as medidas de intervenção adequadas. A avaliação nutricional de coletividades parte do geral, identifica o particular e explica o individual. Explica as relações causais dos processos nutricionais e não apenas os efeitos ou as conseqüências. Também permite intervenções adequadas não apenas no tocante aos efeitos, mas sobretudo no tocante às causas (Vasconcelos, 2000).

A alimentação desempenha um papel decisivo para o crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, para os quais a família e a comunidade são fundamentais (Gandra, 1981). Crianças que freqüentam instituições, como creches, certamente absorvem muitos valores, atitudes e comportamentos vivenciados nas horas de permanência nesses ambientes, ampliando seus universos (Holland, 1999). O objetivo deste estudo foi avaliar o estado nutricional de 784 crianças e adolescentes institucionalizados, sadios de ambos os sexos, entre 5 meses e 15 anos.

Autores

Dra. Karina Ochsenhofer Nutricionista. Pós-graduanda em Nutrição Clínica – Centro Universitário São Camilo e em Desnutrição Energético-Protéica e Recuperação Nutricional – UNIFESP
Egle de Campos Costa Bióloga, Orientadora do Curso de Nutrição, Faculdades Integradas de São Paulo – FISP
Prof. Dra. Elaine Gomes Fiore Mestre em Nutrição Humana Aplicada pela USP, Professora da Universidade de Guarulhos.

Os autores estão em ordem alfabética

Este artigo é um resumo. O artigo em sua íntegra pode ser encontrado na revista Nutrição em Pauta, edição Mar/Abr/2004

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