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Segurança Alimentar: uma Preocupação

Segundo a World Health Organization 1984, "a alimentação deve ser disponível em quantidade e qualidade nutricionalmente adequadas, além de ser livre de contaminações que possam levar ao desenvolvimento de doenças de origem alimentar". Refletindo sobre esses dizeres e acrescentando as palavras de Oliveira, Cunha e Marchini 1996, é possível expressar bem a situação do país no que tange as modificações dos hábitos alimentares.

"Nas últimas décadas, a rápida urbanização da população brasileira e a sua concentração nas grandes metrópoles vem revolucionando a alimentação do brasileiro. A comida fora de casa, as marmitas, os sanduíches, a influência dos imigrantes e as comidas rápidas passam a dominar a alimentação no Brasil". Essa mudança de comportamento trouxe a expansão do mercado de alimentos, que atinge setores da agricultura, indústria e comércio. Cerca de 8,8 milhões de refeições são servidas diariamente no mercado de refeições coletivas (ABERC, 1999), sem considerar os fast food, lanchonetes, bares e ambulantes (tipo de serviço que vem crescendo nos grandes centros).

Calcula-se que, considerando-se apenas a produção de grãos, nossa população disporia de 3280 kcal e 87 g de proteína per capita/dia, o que supera as recomendações da FAO de 2242 kcal e de 53 g de proteínas per capita/dia (Oliveira, 1996). Estima-se que cerca de 2 mil toneladas de alimentos são consumidas diariamente no mercado de refeições coletivas e calcula-se que o potencial das refeições coletivas no Brasil seja superior a 20 milhões/dia.(ABERC, 1999).

Esse aumento do setor também traz sérios problemas. Cuidados higiênico-sanitários são imprescindíveis do plantio até o alimento preparado, pronto para ser servido, pois são excelentes para o desenvolvimento de microorganismos. Alimentos contaminados são prejudiciais às pessoas que os consomem, causando as chamadas enfermidades transmitidas por alimentos (E.T.A), que provocam despesas com tratamento médico do doente e também a queda na produtividade do mesmo, podendo também provocar a morte dos doentes imunossuprimidos. Outras conseqüências, em nível macro-econômico, são o prejuízo no rendimento das safras devido à condenação de partes destas por contaminação e a diminuição das divisas do país, por diminuir a exportação (barreiras sanitárias)/importação de alimentos.

Autor

Dra. Máurea Elena Missio da Silva Boulos Nutricionista - COSEAS/USP, autora do livro "Guia de Leis e Normas para Profissionais e Empresas da Área de Alimentos"

Os autores estão em ordem alfabética

Este artigo é um resumo. O artigo em sua íntegra pode ser encontrado na revista Nutrição em Pauta, edição Nov/Dez/1999

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