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Redescoberta pela alimentação ‘fit’, se tornou cada vez mais presente nas mesas brasileiras
 
Dia 24 de junho foi celebrado o Dia de São João, um dos santos patronos das festas juninas brasileira. A tradição de comer quitutes juninos não mudou mesmo com a pandemia do novo coronavírus, já que famílias, em suas casas, têm preparado pratos doces e salgados com milho, amendoim e batata-doce. Neste São João, a cultura escolhida é a batata-doce, produto queridinho das dietas, mas que rende um doce típico junino: o doce de batata-doce.

A batata-doce é uma planta rústica, de porte herbáceo prostrado, cujos ramos podem atingir de um até cinco ou seis metros, que produz raízes tuberosas de armazenamento, ricas em amido e açúcares. Mas se tratando de açúcares e amidos que vêm sendo privilegiados em detrimento da batata comum e, por isso, é comum ver batatas-doces das mais variadas tonalidades tomando espaço em diversas preparações culinárias.

A batata-doce é rica em carboidratos de baixo índice glicêmico, ou seja, são digeridos e absorvidos lentamente, com isso estimulam pouco a liberação de insulina, mantendo-a em níveis baixos e, como consequência, reduzem o risco de diabetes, obesidade e auxiliam no controle do apetite. Lembrando que insulina alta é sinônimo de síntese de gordura corporal, o que explica o motivo dessa opção nas dietas indicadas para perda de peso, em detrimento da batata comum ou batata-inglesa.

A batata-doce supera a batata-inglesa tanto em relação ao valor calórico quanto na quantidade de nutrientes e compostos bioativos. Exerce ação antioxidante, desintoxicante, alcalinizante, anti-inflamatória, combatendo o risco de doenças crônicas e o envelhecimento precoce. No quesito auxílio na redução de peso, é preferida por proporcionar o aumento da saciedade. Suas raízes assadas no forno ou na brasa são usadas no combate de algumas carências nutricionais, por meio de seu consumo diário, e as folhas frescas também podem ser usadas na forma de cataplasma para a cura de abscessos e furúnculos.

Na culinária, além dos tradicionais docinhos juninos, a batata-doce pode fazer parte de qualquer receita em substituição à batata-inglesa, como purê, salada, sopa, nhoque, escondidinho, chips e até bacalhoada. Se trata de uma raiz bastante versátil e nutritiva, sendo capaz de armazenar vários nutrientes como carboidratos (28,2%), fibras alimentares (2,6%), algumas vitaminas do complexo B, cálcio, magnésio, manganês, cobre, potássio e betacaroteno.

Os carboidratos trazem energia para as nossas atividades diárias. As fibras alimentares contribuem para o bom funcionamento dos intestinos, a prevenção do acúmulo de colesterol no sangue e nas artérias, o controle do índice glicêmico, além de promover a sensação de saciedade. Já as vitaminas do Complexo B são importantes para o funcionamento do aparelho digestório, atuam no metabolismo dos macronutrientes como proteínas, carboidratos e gorduras, assim como participam do sistema nervoso e muscular. O magnésio presente na batata-doce faz parte da respiração celular e atua na transmissão dos impulsos nervosos, do metabolismo dos ossos e na cicatrização, e o cálcio é importante para a boa formação dos ossos e dentes, bem como para a coagulação do sangue.

Já o potássio contribui para o equilíbrio ácido básico, a transmissão do impulso nervoso, as contrações e os movimentos dos músculos; além disso, regula os batimentos cardíacos e a pressão arterial, sendo muito importante para a manutenção dos líquidos do corpo. E, por fim, o cobre é essencial na produção de hemácias, na formação do tecido conjuntivo, fibras nervosas e pigmentação da pele; também promove a absorção do ferro, sendo componente de várias enzimas.
No Brasil, são encontrados quatro tipos de batata-doce, classificados segundo a cor da polpa. Há uma grande variação entre as cultivares, com raízes tuberosas mais arredondadas ou mais compridas, de menor ou maior tamanho, com a cor interna podendo ser branca, creme, laranja ou roxa e a externa podendo ter vários tons de creme, amarelo, rosa ou roxo. O betacaroteno presente nas hortaliças de cor amarela ou alaranjadas é precursor da vitamina A e possui ação antioxidante, evitando a formação dos radicais livres, contribuindo na prevenção do envelhecimento precoce e até mesmo contra alguns tipos de câncer.

Tipos de Batata-Doce
• batata-doce branca - não é muito doce e apresenta polpa bem seca.
• batata-doce amarela - também apresenta polpa seca, embora mais adocicada.
• batata-doce roxa - apresenta casca e polpa roxas, sendo a mais apreciada pelo sabor e pelo aroma mais acentuado. Essa coloração arroxeada está associada à presença das antocianinas, pigmentos naturais com ação também antioxidante, encontrados também nas frutas vermelhas.
• batata-doce rosada - tem casca rosada e polpa amarela, com veios avermelhados ou mesmo roxos.

Chips de batata-doce
Ingredientes: batata-doce; azeite; sal e alecrim a gosto.
Preparo: higienizar as batatas-doces e cortá-las em fatias finas. Distribuir em uma assadeira, regar com azeite, salpicar sal grosso e alecrim. Levar ao forno, mexendo de vez em quando, até dourarem ou estarem crocantes.
Observação: pode ser feita com ou sem casca.

Nhoque de batata-doce
Ingredientes: 1kg de batata-doce (amarela, roxa ou rosada); 1 ou 2 ovos; 1 colher (chá) de sal; farinha de trigo (apenas para dar o ponto).
Preparo :cozinhar as batatas até ficarem bem macias; quando ainda quentes, passá-las no espremedor e acrescentar os ovos e a farinha, aos poucos, até a massa desgrudar da mão. Em superfície enfarinhada, fazer rolinhos com a massa e cortar com o auxílio de garfo ou faca (mais ou menos 2cm).
Em uma panela com água fervente, colocar aos poucos os nhoques, até que subam à superfície da água. Retirar com auxílio de uma escumadeira e colocar em um escorredor de macarrão; passar água fria em seguida para proporcionar um choque térmico. Deixar escorrer e colocar em refratário, servindo com o molho de sua preferência.

Fonte
Dra. Beatriz Cantusio Pazinato – Nutricionista, diretora da Divisão de Extensão Rural da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Dra. Denise Baldam – Nutricionista da equipe da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Maria Cláudia Silva Garcia Blanco  -  Engenheira agrônoma da Divisão de Extensão Rural, da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
 
 
 
 
 

 
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