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Refluxo e Obesidade: médico do Hospital 9 de Julho explica a relação entre as duas doenças
 
Fatores como o aumento de peso da população, sedentarismo e dietas gordurosas podem aumentar em até 50% as chances de desenvolver refluxo gastroesofágico.

A obesidade no Brasil cresceu 60%* em dez anos. Com isso, doenças como o refluxo gastroesofágico tornam-se mais comuns. Um paciente obeso tem até 50% a mais de risco de ter refluxo do que uma pessoa com peso ideal devido aos maus hábitos alimentares, falta de exercícios físicos, gordura em excesso, entre outros fatores.

O refluxo gastroesofágico (DRGE) ocorre quando o ácido estomacal retorna para o esôfago causando irritação nas paredes do órgão. A falha acontece por uma deficiência do esfíncter, válvula entre o estômago e o esôfago. Em pessoas obesas, essa válvula perde sua eficácia e isso causa o refluxo que, caso não seja tratado, pode levar a um câncer de esôfago.

Os principais sintomas do refluxo são azia, regurgitação, dor no peito, comprometimento vocal e complicações respiratórias. Para evitar alguns dos gatilhos que aumentam os riscos do problema seguem algumas dicas:

Comer e deitar: O ideal é ir deitar, no mínimo, após duas horas da última refeição para evitar a sensação de "comida na garganta" e permitir que o organismo complete a digestão. Muitas pessoas jantam e vão dormir. Isso é um hábito muito comum, mas um dos principais 'aliados' do refluxo.

Gravidez e obesidade: Assim como as pessoas obesas, as grávidas têm um aumento da pressão intra-abdominal, que faz com que os ácidos "subam" e causem azia e mal-estar. Pacientes que utilizam alguns tipos de medicamentos, idosos e hérnia de hiato também são mais propensos ao refluxo. Para isso, é de extrema importância o acompanhamento médico.

Alimentação equilibrada: Na maioria dos casos, com a perda de peso, os episódios de refluxo diminuem. Por isso, manter uma dieta equilibrada e rica em fibras e alimentos mais leves fracionados ao longo do dia, além de evitar alimentos ácidos, bebidas alcoólicas e gasosas, café, chá mate, chá preto e chocolate, ajudam na melhora dos sintomas da doença e, claro, na perda de peso.

Os pilares para a mudança são a prática de exercícios físicos e a perda de peso, aliados a mudanças alimentares. Apenas um entre três adultos consomem frutas e verduras com frequência. Outros não fazem uma refeição completa por meses. Por isso, o acompanhamento médico e a busca por uma vida efetivamente mais saudável podem sim fazer muita diferença.

Fonte
Dr. Rodrigo Surjan -   Doutorado  em Clínica Cirúrgica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, FMUSP, Brasil. Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, FMUSP. Cirurgião do Centro de Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho

www.brasil.gov.br/noticias/saude/2017/04/obesidade-cresce-60-em-dez-anos-no-brasil
 
 
 
 
 

 
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