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Câncer de fígado: A doença do órgão que não esquece
 
Oncologista do H9J esclarece que excessos ao longo da vida como bebida alcoólica e alimentação rica em gordura podem aumentar as chances de desenvolver câncer
Assintomático ou difícil de identificar, assim é o câncer de fígado. Apesar de não ser tão comum no Brasil, 700* mil novos casos são diagnosticados pelo mundo. Esse tipo de câncer é de difícil identificação por só apresentar sintomas em estágios avançados.

O fígado é um dos maiores órgãos do corpo humano. Ele recebe 1,5 litro de sangue por minuto, vindo da artéria hepática, e da veia porta, que recebe sangue dos órgãos abdominais. Além disso, ele produz a bile, substância que ajuda na digestão, além de armazenar e liberar glicose para o corpo. O fígado exerce múltiplos papéis no organismo. Por isso, quando ele falha, todo o corpo entra em colapso.

Apesar de tímidos, os sintomas do mal funcionamento do fígado podem ser a falta de apetite, pele amarelada e baço aumentado. As alterações da doença podem aparecer tanto em exames laboratoriais, como nos de imagem e, quando necessária, é feita uma biópsia. É importante que o especialista analise se a doença é primária (origem no fígado) ou secundária/metastática (origem em outro órgão). Isso é determinante para o tipo de tratamento que pode incluir quimioterapia, radioterapia, transplante ou cirurgia (para a retirada de parte do fígado).

Algumas doenças pré-existentes podem aumentar as chances do câncer de fígado, como:

Alcoolismo: O consumo excessivo de bebida alcoólica prejudica o funcionamento do fígado que fica sobrecarregado devido ao armazenamento de gordura. Caso o paciente não mude seus hábitos, a gordura pode causar uma inflamação e evoluir para um quadro de cirrose, doença caracterizada pelo acúmulo de lesões no órgão, até, eventualmente, tornar-se um câncer.

Hepatites: Embora sejam inicialmente silenciosas, as hepatites podem levar a complicações sérias quando não diagnosticadas precocemente. Isso acontece porque os vírus causadores da doença geram uma inflamação crônica e silenciosa no fígado que, se não tratada, também pode evoluir para uma cirrose.

No caso do alcoolismo, mudanças de hábito e procurar ajuda de um profissional podem ajudar na prevenção da doença. Alguns vírus da Hepatite, como a A e a B possuem vacinas disponíveis. Além disso, ficar atento ao uso de alicates de unhas, agulhas de tatuagem, seringas descartáveis e preservativos nas relações sexuais são importantes medidas para prevenir a Hepatite. É importante ressaltar que boa parte das causas deste câncer podem ser controladas e tratadas. Pacientes com esses fatores de risco devem ser acompanhados periodicamente.

Fonte:
Dra. Denise Leite - oncologista do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho

https://www.cancer.org/cancer/liver-cancer/about/what-is-key-statistics.html
 
 
 
 
 

 
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