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No mês de prevenção do câncer de pele, médicos chamam atenção para o tipo mais grave da doença: o melanoma
 
Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica alerta para a importância da prevenção e do cuidado especializado.

Cerca de 40% dos casos de melanoma ocorrem devido à exposição solar irresponsável ao longo dos anos.

A chegada do verão aumenta não só a propensão ao câncer de pele em geral, mas também a incidência de um tipo muito perigoso: o melanoma. No Brasil, o câncer de pele é o que mais atinge a população: cerca de 30% do total de tumores malignos no país, cerca de 176 mil casos ao ano. Entre os tipos de câncer de pele, a maioria tem baixa gravidade, mas o melanoma pode ser fatal se não for diagnosticado precocemente.

O melanoma é o tipo menos comum de câncer de pele: representa apenas 3% das neoplasias malignas da epiderme. Apesar disso, é a forma mais grave e agressiva da doença, devido à alta possibilidade de metástase quando não tratado precocemente.

O melanoma cutâneo tem origem nos melanócitos, células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele. E, neste caso específico, sempre se desenvolve devido a alterações anormais de pintas ou manchas na pele. A exposição constante, sem proteção, aos raios ultravioleta pode causar estas alterações. Cerca de 40% dos casos de melanoma ocorrem devido à exposição solar irresponsável ao longo dos anos.

Há ainda outros fatores de predisposição ao melanoma: pessoas de pele, cabelos e olhos claros têm mais propensão a este tipo de câncer por causa da maior sensibilidade aos raios ultravioleta. O histórico familiar também é muito importante. Pessoas que já tiveram casos de melanoma na família correm mais risco de apresentar a doença devido ao fator genético.

PREVENÇÃO
A prevenção ao melanoma é a mesma que se toma para outros tipos de câncer de pele. Evitar se expor das 10h às 16h, quando os raios solares são mais intensos, usar filtro solar com fator mínimo de proteção 15 todos os dias, principalmente se for à praia, piscina ou em atividades ao ar livre. Reaplicar o protetor solar após cada banho de mar ou piscina, a cada 2 horas na prática de esportes ou a cada 4 horas em outras situações. Proteção extra sempre ajuda: chapéus, bonés, guarda-sol, óculos de sol e protetor labial são recomendados, principalmente para quem tem a pele muito clara.

COMO DETECTAR
Em primeiro lugar, é importante conhecer a própria pele e monitorar se as pintas ou manchas sofreram alteração de cor, tamanho ou forma. Diante de qualquer desconfiança, procure um médico. Se diagnosticado precocemente, o melanoma tem cerca de 90% de cura. Existe uma regra de fácil memorização que ajuda a reconhecer a detecção do tumor maligno melanoma. Ela é chamada de ABCDE: Asssimetria no formato da pinta, Bordas irregulares, Cor: pinta ou mancha com mais de uma cor, Diâmetro: mais que 6 milímetros, Evolução: pinta nova que apareceu, diferente das demais, ou mudança rápida na aparência (tamanho, forma, cor ou espessura).

TRATAMENTO
No caso do melanoma, o tratamento adequado faz toda a diferença e depende de um diagnóstico precoce geralmente feito por um dermatologista associado a uma cirurgia geralmente realizada por um cirurgião oncológico. Se não tratado em suas fases iniciais, a probabilidade de metástase do melanoma - quando as células cancerígenas se espalham para outros órgãos do corpo - é bem alta. E, por isso, o diagnóstico precisa ser exato e precoce. Importante realizar uma boa análise da biópsia e realizar a cirurgia com um especialista em câncer.

O melhor caminho para se vencer o câncer não é ter medo, mas comprometimento com hábitos saudáveis e, principalmente, responsabilidade em procurar um especialista sempre que necessário. O diagnóstico precoce quase sempre é acompanhado da cura.

Fonte
Dr. Alberto Wainstein, - Cirurgião oncológico coordenador do Comitê de Neoplasias Cutâneas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO)
 
 
 
 
 

 
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