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A diferença entre saber e fazer: como ajudar nosso paciente/cliente a colocar em prática a teoria!
 
1) Você já se perguntou por que, mesmo sabendo o que precisa ser feito para chegar em sua meta, nosso paciente/cliente não consegue por isso em prática de forma sistemática?
Quantas vezes você já se pegou pensando: “se ele sabe o que é preciso fazer, por que não faz? Assim não vai emagrecer mesmo! ” E muitas vezes esse pensamento ainda vem acompanhado de julgamentos da nossa parte, como por exemplo: “não entendo esse paciente, ele vem aqui, paga a consulta e não faz o que combinamos, como é indisciplinado! ”

A resposta é simples, não basta saber, é preciso agir. Colocar em prática um novo hábito é um grande desafio, "fazer" exige: colocar energia, sair do automático, parar e pensar antes de realizar as atividades diárias. E é nesse momento que temos muito a contribuir com nosso paciente/cliente. O grande segredo da mudança é estabelecer gatilhos que levem a pessoa a sair do piloto automático, pensar e lembrar do que é preciso colocar em prática. Nessa situação o uso de qualquer gatilho que ajude a romper o padrão é muito útil.

2) Todo mundo sabe que é preciso comer mais devagar, no entanto, como você pode ajudar seu cliente a lembrar disso exatamente no momento da refeição?
Uma técnica que uso muito para ajudar meus clientes a lembrarem de colocar o garfo à mesa entre as garfadas e apenas preparar a próxima garfada após terem deglutido, é colocar um elástico no punho deles da mão que eles usam para comer. Ao fazer isso, toda vez que eles estão fazendo uma refeição e veem o elástico, eles lembram na hora: soltar o garfo. 

Existem várias outras técnicas que podem ser usadas como gatilhos para diversos novos hábitos, use e abuse da tecnologia e de ideias criativas que ajudem seu paciente/cliente a pôr em prática a teoria.

3) Nesse momento muitos profissionais me perguntam: “mas qual é o gatilho ideal?
” O ideal é que o gatilho faça sentido para o cliente e por isso seja escolhido por ele. Sem os gatilhos adequados, a teoria não sai do papel, e tenha certeza, não é por má vontade do paciente/cliente. Se você já tentou mudar um hábito sabe bem do que estou falando!
 

 
Autor
 
Dra. Luciana Lancha
 
Nutricionista pela Faculdade de Saúde Pública da USP, Bacharel Em Esporte pela Escola de Ed. Física e Esporte da USP, Mestrado em Biologia Celular pelo Instituto de Biologia da UNICAMP, Doutorado em Ciências pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP, Pós Doutorado no Institut de la Recherche Agronomique-Paris, Personal and Professional Coach formada pela Sociedade Brasileira de Coaching, Wellness Coach formada pela Carevolution.
 
 

 
Os autores estão em ordem alfabética.
 
 

 
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