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Alimentação saudável para diabéticos
 
1)Quais são as estatísticas de diabéticos no mundo?
A cada ano que passa, eleva-se a quantidade de pessoas que têm que se preocupar e cuidar do nível de glicose na corrente sanguínea. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, estima-se que a cada 5 segundos surge um novo caso de diabetes.

Atualmente, existem no mundo 249.234.300 milhões de portadores de diabetes. Infelizmente, 50% desses casos não têm consciência de seu diagnóstico e dos 50% que têm conhecimento da situação, 25% não se cuidam ou não sabem como cuidar adequadamente.
Ao recebermos o diagnóstico de diabetes, devemos nos preocupar em nos informar e em aprender sobre como nos cuidar. Isso envolve não apenas aderir ao tratamento medicamentoso, quando for o caso, mas também à prática de uma atividade física (considerado por muitos profissionais da saúde como um tratamento diário e vital) e a alimentação.

2) Como deve ser a alimentação do diabético?
Ainda hoje encontramos diabéticos que se submetem a uma alimentação de baixas calorias e com muito pouco carboidrato, sendo que a recomendação para uma pessoa com diabetes é a mesma que para uma pessoa saudável: uma alimentação variada, colorida, seguindo as orientações da pirâmide de alimentos.
Os carboidratos podem e devem estar presentes nas refeições dos diabéticos, desde que sejam proporcionais às necessidades do indivíduo. O mesmo se repete para as proteínas e as gorduras. Já em relação aos doces, recomenda-se que sejam consumidos esporadicamente, ou seja, eles não precisam ser abolidos para sempre. Quando ingeridos com moderação, o indivíduo satisfaz sua vontade e não precisa passar por vontade de comer algo. E, aqui, entra a questão da educação alimentar.

Quando o diabético passa por um bom Programa de Educação em Diabetes, ele aprende não apenas conceitos sobre sua própria doença, mas também sobre Alimentação Saudável. Alimentar-se, comendo de tudo, de todos os grupos de alimentos, proporcionará saúde e bem-estar.

3) Que dicas pode ajudar na alimentação do diabético?
• Iniciar as refeições com uma salada. As fibras servem para “forrar” o estômago, fazendo com que o carboidrato seja absorvido de maneira gradativa e evitando o aumento rápido da glicemia (glicose no sangue).

• Evitar tomar sucos de frutas, pois eles não param no estômago e vão direto para o intestino, tendo efeito imediato na glicemia. Eles são ideais quando o diabético está com a glicemia baixa. Alguns sucos de fruta têm índice glicêmico baixo e, portanto, podem ser consumidos pelo diabético sem que haja preocupação com o aumento da glicemia são: maracujá, limão, carambola, acerola e caju.

• Ainda referente às frutas, elas devem ser preferencialmente consumidas in natura, pois são excelentes fontes de vitaminas e minerais. Ingeridas na quantidade diária adequada e de acordo com a orientação de um nutricionista, as frutas tendem apenas a enriquecer ainda mais o cardápio.

• Nem todos os produtos diet são indicados para diabéticos. Por isso, antes de ingeri-los, verifique no rótulo da embalagem para que fim é a denominação diet. Na dúvida, consulte um nutricionista.

• O que será que aumenta mais rápido a glicemia do diabético: batata assada ou purê de batata? A última opção é a que aumenta mais rápido a glicemia, pois é a que menos exige do organismo na hora da digestão. Por isso, quando a glicemia estiver mais alta, prefira ingerir os alimentos inteiros em vez de pastas e purês.

• Apesar de as Tabelas de Alimentos mostrarem que os legumes e verduras têm carboidrato, não há a necessidade de se preocupar com o aumento da glicemia ao ingeri-los. Por serem fonte de fibras, não haverá aumento significativo da glicemia.

• Os refrigerantes diet, light e zero não alteram a glicemia. No entanto, se for beber algum refrigerante novo, que desconheça a marca, verifique antes o rótulo da embalagem e constate se aquela bebida é recomendada para diabéticos.

• Os diabéticos têm uma opção no controle da glicemia – o método de Contagem de Carboidratos –, que, sempre seguindo as orientações de um endocrinologista e um nutricionista, poderá diminuir as oscilações das glicemias e permitirá mais liberdade de escolha entre o que comer e quando. Esse método existe na Europa desde 1935 e passou a ser mais amplamente divulgado aqui no Brasil a partir da década de 1990.
 

 
Autor
 
Dra. Lara Bäuerlein
 
Nutricionistapela PUC-Campinas, com especialização em Diabetes pela Associação Alemã de Diabetes (Reutlingen, Alemanha) e em Nutrição Humana e Saúde pela Universidade Federal de Lavras (Lavras, Minas Gerais). Atuou como educadora em Diabetes no Hospital St. Vincentius e consultório médico (Karlsruhe, Alemanha) e foi coordenadora do Projeto FENAD/WDF. Atualmente, é educadora em Diabetes da Indústria Farmacêutica Sanofi-Aventis e colaboradora do Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região (CRN-3).
 
 

 
Os autores estão em ordem alfabética.
 
 

 
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