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Avaliação Dietética de Praticantes de Atividade Física em Diferentes Modalidades Esportivas: Um Estudo Comparativo
 
Avaliou-se o consumo alimentar e as necessidades nutricionais de energia e macronutrientes de 25 homens adultos praticantes de quatro modalidades esportivas: musculação (08), natação (07), tae-know-do (03) e paddle (07), de academias localizadas na cidade de Vacaria (RS). Verificou-se que nas quatro modalidades estudadas apresentaram um consumo energético abaixo de suas necessidades. A contribuição percentual dos macronutrientes apresentou-se inadequado para carboidratos em todas as modalidades, com os lipídios ocorreu um excesso de consumo para 2 modalidades (padlle e musculação), já para as proteínas todas as modalidades apresentaram consumo acima do recomendado.

Concluiu-se que os indivíduos aqui analisados apresentaram um comportamento alimentar inadequado em relação ao consumo de macronutrientes e energia, reforçando a necessidade de maiores informações nutricionais, um acompanhamento de um profissional da área de nutrição para orientar sobre as condutas nutricionais mais adequadas a cada praticante de atividade física. Na população, em todas as faixas etárias, cada dia mais se percebe o grande interesse pelo exercício físico. O interesse não é somente de atletas, mas também daqueles que buscam a atividade física para promoção e manutenção da saúde. (Sawada et al. 1999; Gleesom & Bishop, 2000; Garcia Jr et al, 2000). É reconhecida a importância do exercício e sua relação com uma saúde adequada. A atividade física não é mais um modismo. A literatura científica tem sido clara em demonstrar as vantagens do exercício, desde que adequado a cada indivíduo (Kazapi & Tramonte, 2003).

O impacto da nutrição no desempenho físico vem despertando a atenção de atletas e de praticantes de atividade física regular e freqüente em diversas modalidades, tanto coletivas quanto individuais (Bertolucci, 2002). A maior preocupação é em relação ao rendimento; que para melhor aproveitá-lo ou maximizá-lo, envolve a alimentação do treinamento (para atletas e não atletas) e da competição (atletas). Apesar da grande preocupação dos freqüentadores de academias em buscar uma nutrição ideal e adequada ao tipo de treino, a falta de conhecimentos, os hábitos alimentares inadequados e a influência dos treinadores e da mídia, são os principais fatores que levam a utilizar suplementos nutricionais e adotar um comportamento alimentar nem sempre capaz de atingir os objetivos esperados (ADA,2000). Para Blanco & Suarez (1998) há carência de informações sérias, científicas e acessíveis em nutrição desportista, o que acarreta comportamento inadequado.

Segundo Volpe (2000), muitos indivíduos acreditam que permanecer em jejum ou consumir grandes quantidades de proteínas é a melhor forma de perder peso. No entanto, a massa muscular é normalmente perdida com o jejum prolongado e principalmente, com a prática de exercícios. A redução do consumo calórico pode resultar em adaptação metabólica com conseqüente deposição de gordura e rápido ganho de peso, após o retorno ao consumo calórico habitual. Para quem pratica atividade física deve-se ter como primeira preocupação a adequação calórica. Alcançar o balanço energético é essencial para a manutenção da massa magra, funções imunológicas e reprodutivas, além de otimizar a performance (Bertolucci, 2002).

A disponibilidade adequada de carboidratos é fundamental para o desempenho de uma atividade física; é recomendado que se faça à ingestão de carboidrato antes, durante e após o exercício com uma distribuição percentual variando entre 60 a 70 % da energia da dieta (Kazapi & Ramos, 1998; Williams, 1995; Coyle, 1992). Segundo Burke (2000), a ingestão recomendada de carboidrato para atletas e praticantes de atividade física é de 6 a 10 g de carboidrato/kg de peso corporal/dia. As necessidades protéicas de uma pessoa fisicamente ativa são maiores do que as de um indivíduo sedentário devido ao reparo de lesões induzidas pelo exercício nas fibras musculares, uso de pequena quantidade de proteína como fonte de energia durante a atividade e, ganho de massa magra (ACSM, ADA & DC, 2000).

Para Lemon (1998), as necessidades de proteínas são praticamente as mesmas do indivíduo sedentário, o que ocorre é uma pequena elevação que pode chegar até 1,8 g / Kg/ dia, não é recomendado uma quantidade maior porque não ocorre aumento de massa muscular e ganho de força. Para Guerra (2002), deve-se ter atenção com a ingestão de uma elevada quantidade de proteína já que isto pode comprometer a ingestão de carboidrato, causar desidratação e o excesso de proteína pode ser estocado como tecido adiposo. Os lipídios além de apresentarem função energética são utilizados na síntese de hormônios, na estrutura das membranas celulares e são veiculadores de vitaminas lipossolúveis.

Os praticantes de esporte devem receber orientações no sentido de ingerir em torno de 20 a 25 % do consumo calórico total sob a forma de lipídios (Soares, 2001; Kazapi & Ramos, 1998; Guerra, 2002). A dieta deve oferecer as necessidades nutricionais ideais a um indivíduo, porém é sabido que os praticantes de exercícios físicos não possuem uma alimentação equilibrada (Coan e Salles, 2000). Grandejean (1997) ao analisar o consumo dietético de atletas de elite encontrou valores de 33 a 57% de carboidratos, 29 a 49% de lipídios e de 12 a 26% de proteínas sob o total de energia consumida. Um estudo com praticantes de capoeira, residentes no estado de São Paulo, evidenciou uma ingestão lipídica de 25% pela população feminina e de 21% pela população masculina (Coutinho & Cozzolino, 1999).

Vários estudos realizados com nadadores verificaram que a grande maioria dos atletas apresenta um consumo inferior ao gasto energético, geralmente associado a uma baixa ingestão de carboidratos e alta em proteína e gordura (Kazapi & Ramos, 1998; Soares, 1991). Diante desta revisão da literatura científica, este trabalho propôs como objetivos avaliar e comparar o consumo alimentar de quatro modalidades esportivas, bem como avaliar o estado nutricional destes praticantes de atividade física.
 

 
Autores
 
Dra. Annelise Poli Pamplona
 
Nutricionista, Especialista em Fisiologia do Exercício
 
 
Dra. Ileana Arminda Mourão Kazapi
 
Nutricionista, Mestre em Nutrição Humana, Professora Adjunto do Departamento de Nutrição Da UFSC
 
 

 
Os autores estão em ordem alfabética.

Este artigo é um resumo. O artigo em sua íntegra pode ser encontrado na revista Nutrição em Pauta, edição Mai/Jun/2004
 
 

 
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