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Recomendações Nutricionais: Novas DRIs (Dietary Reference Intakes)
 

1 - O que é a RDA ?
RDA (Recommended Dietary Allowances) são as Recomendações Nutricionais para a população americana sadia, estabelecidas pela Food and Nutrition Board (FNB) da National Research Council (NRC), National Academy of Sciences dos Estados Unidos da América. São revisadas e publicadas periodicamente. A última edição ocorreu em 1989.

2 - Como são definidas e estabelecidas as RDAs ?
Em 1989, RDAs foram definidas como os níveis de ingestão de nutrientes adequados para atender às necessidades de praticamente toda população sadia. São estabelecidas segundo vários critérios e tipos de evidências científicas, como por exemplo estudos epidemiológicos de avaliação de consumo, observando-se as médias e geralmente acrescentando-se dois desvios-padrão, garantindo-se com isso que sejam satisfeitas as necessidades da maioria da população (97 – 98%).

3 - O que são as DRIs?
No momento de revisão da RDA/1989, os cientista americanos decidiram estabelecer uma nova estrutura para suas Recomendações Nutricionais e desenvolveram as DRIs (Dietary Reference Intakes), substituindo as revisões periódicas das RDAs.


4 - O que mudou ?
Comparando-se as RDAs e DRIs até então publicadas, observam-se diversas mudanças, impossíveis de serem descritas totalmente aqui. É importante destacar que foram alteradas as quantidades de diversos nutrientes e as faixas-etárias até então utilizadas. Outra “novidade” é que as DRIs pretendem estabelecer não mais um único valor de referência do nutriente, mas um conjunto de 4 níveis de ingestão:

A) RDA (Recommended Dietary Allowance): mantém o seu conceito inicial da quantidade de nutrientes suficiente para atender às necessidades diárias da maioria da população (97 – 98%), obtida pela avaliação do consumo médio e geralmente acrescidas de dois desvios-padrão.

B) EAR (Estimated Average Requerement): é o valor médio de ingestão diária, quantidade suficiente para suprir às necessidades de 50% da população.

C) AI (Adequate Intake): é também o valor médio de ingestão diária de um nutriente, mas que ainda não existem evidências científicas suficientes para o estabelecimento de uma RDA/EAR.

D) UL (Tolerable Upper Intake Level): é o limite máximo de ingestão diária de um nutriente, tolerável biologicamente, disponível ao indivíduo pelo consumo de alimentos, alimentos fortificados, suplementos e também a água.

5 - Foram estabelecidas limites máximos de segurança para a utilização de nutrientes pelas DRIs? Quais?
Sim, principalmente devido ao crescente consumo de suplementos nutricionais e o uso de alimentos fortificados, foram estabelecidas para alguns nutrientes quantidades máximas de ingestão, que em hipótese nenhuma devem ser entendidas como “recomendações”. São quantidades definidas como UL, que improvavelmente causem efeitos adversos a saúde do indivíduo. Na última publicação, por exemplo, foi estabelecido UL da vitamina C de 2000 mg /dia, cuja recomendação para indivíduos adultos aumentou de 60 mg /dia para 90 mg /dia.

6 - Já temos DRIs para todos os nutrientes?
Ainda não, aguardamos as publicações para energia, proteínas e talvez outros macronutrientes, assim como vitamina A, K, ferro, zinco, iodo e provavelmente outros nutrientes até então não estabelecidos pela RDA de 1989.

7 - E o que é então a IDR que observamos nos rótulos de alimentos ?
CUIDADO !!! Não é a “tradução” da DRI, muito menos “Recomendações Nutricionais” para a população brasileira. A IDR (Ingestão Diária Recomendada) é uma Portaria do Ministério da Saúde, publicada em 1998, unicamente com a finalidade de padronizar informações nutricionais para Rotulagem de Alimentos, principalmente quanto a porcentagem de atendimento às necessidades nutricionais. A IDR é baseada em duas importantes publicações anteriores com a mesma finalidade: ALINORM 93/22, publicada pela FAO/OMS e A GMN n? 18/1994 do Mercosul.

8 - Em sua opinião, qual se adapta a realidade brasileira? E agora, o que usamos?
Tradicionalmente usamos as RDAs e as Recomendações da SBAN (Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição), publicadas em 1990, para a Avaliação e o Planejamento de Dietas Adequadas. As mudanças propostas pelas DRIs, apesar de destinadas a população americana e canadense, devem ser consideradas pelos profissionais nutricionistas e na medida do possível adaptadas e usadas criteriosamente na sua realidade.

9. Onde posso conseguir as DRIs?
Diversos trabalhos em periódicos disponibilizam os dados até então publicados e também no website www.nap.edu pode-se acompanhar as novas publicações.
 

 
Autor
 
Dra. Rita de Cássia de Aquino
 
Nutricionista, Mestre em Nutrição Humana Aplicada e Professora da Universidade São Judas Tadeu, UNIBAN e UNINOVE
 
 

 
Os autores estão em ordem alfabética.
 
 

 
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