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Ganho de peso sem comprometer a saúde
 

1) Como saber se é preciso ganhar peso?

Uma das ferramentas para saber se é necessário o ganho de peso é o IMC, geralmente valores abaixo de 18,5 são chamados de baixo peso e, em alguns casos, pode representar risco para saúde. Outra forma é se a pessoa está confortável com sua forma física, nesse caso o ganho de peso deve ser ponderado de forma saudável.

2) Como funciona o organismo de quem tem dificuldade para ganhar peso?
O organismo da pessoa magra apresenta melhor funcionamento entre os centros da fome e saciedade.  Alguns estudos mostram que indivíduos magros apresentam maior concentração da leptina e receptores – hormônio que promove a redução da ingestão alimentar e aumento do gasto energético.

3) Como deve ser o ganho de peso de forma saudável?
Primeiro o ganho de peso saudável deve ser acompanhado de 1% menor de tecido adiposo e restante de massa muscular. Para tanto, devemos associar dieta saudável com prática de atividade física.  Em relação aos alimentos, pode ser feita uma distribuição normal de macro nutrientes, alimentos necessários ao organismo diariamente em grande quantidade. O ideal seria em torno de 55 a 60% de carboidratos, 15% de proteínas e 25 a 30% de gordura, além de vitaminas e minerais. Todos os alimentos são bem vindos, desde os alimentos fontes de carboidratos como pães, arroz integral, cereais matinais às fontes de proteína como carnes, frango, peixes. As gorduras são indicadas, mas com cuidados. Com redução das saturadas e trans. Também é preciso aumentar o consumo de frutas e vegetais folhosos além de alimentos fontes de cálcio (leite e derivados).

4) Quais são as vantagens da dieta para ganhar de peso?
Indico uma dieta hipercalórica. Normalmente, elas costumam ser restritas do ponto de vista do controle excessivo em relação ao horário; número de refeições; tamanho de porções e, muitas vezes, podem ultrapassar a saciedade do paciente. Nessas dietas também pode ser utilizado algum suplemento hipercalórico. As vantagens dependem do quadro clínico do paciente. Elas podem ser inúmeras: desde melhor aceitação da forma física, até prevenção ou melhora de alguns quadros, como desnutrição, sarcopenia, osteopenia, osteoporose entre outros.

 

 
Autor
 
Dra. Patricia Cruz
 
Mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Faz parte do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). É especialista sobre nutrição e transtornos alimentares, atua como Personal Diete é palestrante em cursos de pós-graduação.
 
 

 
Os autores estão em ordem alfabética.
 
 

 
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