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Tomilho
 
Uma das ervas mais úteis na cozinha, o tomilho é uma planta muito atraente que tem suas folhas verdes em formato de coração e flores delicadas. Todas as espécies de tomilho são facilmente cultivadas e se desenvolvem bem em um clima ensolarado e solos bem drenados (quando não, secos). Agüentando temperaturas de até 20 graus negativos, o tomilho tem suas hastes bem compactadas, não precisando assim de muito espaço, porém não gostam de crescer ao lado de outras plantas de maior proporção.

O tomilho é nativo das encostas ensolaradas do Mediterrâneo, e as colinas da Grécia são cobertas pela erva. As abelhas adoram esta planta, que também produz um excelente mel. Seu uso data de cerca de 3000 AC, quando os Sumários usavam-no como anti-séptico. Já os Egípcios usavam o tomilho no processo de mumificação. Na Grécia antiga ele era espalhado pelo chão nos grandes banquetes para agir como um afrodisíaco, e também destilado no perfume feminino.

O nome tomilho vem da palavra grega thymus, que significa coragem. Os Gregos acreditavam que a erva proporcionava força e sabedoria. Nos tempos medievais, as mulheres costumavam costurar o tomilho nas capas dos cavaleiros como um sinal de bravura. Já os Romanos da antigüidade tinham por hábito banhar-se com o tomilho antes de irem às batalhas, enquanto que os antigos Escoceses tomavam uma bebida feita com a erva pelos mesmos motivos de bravura.

Na medicina o tomilho sempre foi utilizado por suas propriedades anti-sépticas, e na segunda guerra mundial os soldados tomavam seu óleo denominado thymol antes de irem às batalhas. Seus óleos voláteis ajudam principalmente na digestão de gorduras. Estes mesmos óleos pungentes fazem com que o tomilho seja útil no tratamento da asma, e também usados na aromaterapia e outras técnicas de cura para purificar ambientes contra energia negativa.

Existem mais de 100 variedades de tomilho, mas na culinária somente 3 espécies são utilizadas: tomilho-limão, tomilho de jardim e tomilho-alcarávia. Estes 3 conseguem temperar muito bem diversos tipos de preparo, inclusive doces. O tomilho-limão (Thymus citridorus) tem um perfume ligeiramente alimoado e é melhor se utilizado fresco. Pode ser usado para perfumar biscoitos, pães e muffins, assim como em pratos salgados a base de peixe e frango.

O tomilho-alcarávia (Thymus herba-barona)é mais difícil de se encontrar e portanto menos utilizado, mas combina muito bem com alho, vinho e pratos a base de carne. O tomilho de jardim (Thymus vulgaris) é mais amadeirado e seu aroma funciona melhor quando seco. Suas folhas inteiras e secas ou processadas formando um pó podem ser encontradas facilmente nos mercados durante o ano todo.

O tomilho fresco deve ser guardado em um saco plástico muito bem fechado e posto na geladeira ou em um copo de água gelada. Já o tomilho seco deve ser armazenado em recipientes hermeticamente fechados e postos em uma área escura, guardando assim seu perfume por até 6 meses.

Para preparar o tomilho fresco para o uso, remova as folhas dos talos passando as mãos de cima para baixo e depois pique-as finamente. Seu aroma aparece quando as folhas são amassadas, picadas ou esfregadas entre os dedos. Sendo o tomilho um dos principais componentes do bouquet garni clássico, ele dá vida às sopas, molhos e guisados.

Também é muito utilizado quando seco no preparo das ervas de provença, além de combinar muito bem com carnes, vegetais e molhos para salada. O tomilho é uma fonte de vitaminas C, D, e complexo-B, além de conter iodo, sódio, silica e sulfato.
 

 
Autor
 
Chef Patrick Martin
 
Vice-Presidente de Desenvolvimento Educacional em Culinária, é o Embaixador Internacional do Instituto "Le Cordon Bleu". Com mais de 25 anos de experiência trabalhou no Le Doyen, Dalloyau e Flo Prestige na França. Ganhador de vários prêmios internacionais, supervisionou o desenvolvimento técnico e a abertura da escola de Tóquio e ajudou a estabelecer o nível profissional das escolas da França, Londres e Tóquio.
 
 

 
Os autores estão em ordem alfabética.

Este artigo é um resumo. O artigo em sua íntegra pode ser encontrado na revista Nutrição em Pauta, edição Jul/Ago/2003
 
 

 
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